Muito já foi feito, mas o potencial das mulheres no carnaval ainda não foi totalmente alcançado. De vozes suaves ou firmes, mãos calejadas ou não, sua sabedoria e resiliência são inegociáveis para o futuro da festa.
Por reconhecer a capacidade e o valor de cada uma, a CONASAMBA 2026 buscou reunir as mulheres que fazem o carnaval acontecer de fato. São elas que carregam a força de um mundo inteiro para sustentar a cultura, estão nos barracões de madrugada, definem enredo, comandam bateria e tomam decisões. São gestoras, líderes, insubstituíveis.
Elas não foram convidadas apenas para aplaudir. Foram chamadas para debater, dividir poder e somar. Porque participam, se dedicam e entregam conhecimento e resultado. Quando falam, fica evidente por que o carnaval não para e por que suas vozes são estratégicas.
O Encontro Nacional de Mulheres provou na prática, sem elas, a avenida perde o brilho e fica mais silenciosa.
O debate foi objetivo e tratou de desafios reais, ainda faltam mulheres nos espaços de decisão, o trabalho de bastidores, nas escolas, barracões e na comunicação, exige mais reconhecimento e estrutura. A conversa virou plano, ideia virou ação, a vontade de transformar virou compromisso, porque carnaval é feito por gente. E elas são o coração de muitas escolas, são a esperança que move o samba.
Com mediação de Aline Teixeira, a Mesa 7 reuniu Débora Justino, Edléia dos Santos, Márcia Miceli, Maria Elisa Abreu, Regina Nunes, Sávia David, Selminha Sorriso, Solange Cruz e Tatiana Souza. Mulheres de SP, RJ, MG e SC que lideram ligas, escolas e projetos estruturantes para o carnaval.
A CONASAMBA entregou o microfone porque sabe, o samba fica mais forte quando todos participam. Quando quem está no chão da quadra, no ateliê e na diretoria define os rumos, é assim que a história avança.
É o samba se renovando, com elas segurando o estandarte e apontando o caminho.

** Fatima Oliveira
*Comunicação UESPAPOARS
Fotos: UESPA | Reprodução
